Forwarded from trepamuleke
“It’s the end of the world as we know it…” Não, não, não ouvimos REM, mas falamos de fim do mundo. Pode ser aquele já anunciado, em que tudo vai ficando mais quentinho e derretido e a vida vai morrendo, pode ser esse mais locão que a gente está vivendo, com um governo de gente incapaz de cuidar de si, quanto mais do país, pode ser o fim do mundo civilizado. Você escolhe! Mas não decide, já que o autoritarismo tá aí metendo bala e cortando gastos. Vai acabar em 2050? Segundo os cientistas reunidos em um painel pela ONU a coisa vai ficar mais feia principalmente pra quem está nos trópicos, ou seja, nós. Falando em fim, discutimos também a previdência e suas reformas, debatendo uma figura que nessa semana passada foi novamente guindada às luzes por suas posições no assunto: Tabata Amaral. Deu feiticeira na cabeça, mas as vozes deste podcast nuançaram o que raios entendem por isso, o que quer dizer que todo mundo concordou em discordar mas depois concordou de novo. E é claro que tínhamos que falar sobre educação e universidades, já que os caras que tem a caneta para decidir sobre a ciência nacional e sobre as vidas dos cada vez mais pobres cientistas brasileiros são incapazes de fazer matemática básica usando chocolatinhos! Essa mexida com a educação está servindo muito bem para desmascarar como esses caras tem no horizonte o fim do conhecimento, e a coisa está esquentando para o dia 15. Será que vai? Será que vai poder gritar Lula Livre? Enquanto isso, tá ficando cada vez mais claro como o que aconteceu nessas eleições não foi lá muito normal, que a estratégia de comunicação dos caras, baseada no Zap, tá no limite da irresponsabilidade. Pode ser um flanco pra gente ir pra cima. Quem tá de olho nisso está falando e juntando evidências de ação organizada. No submundo dos grupos radicais os últimos dias foram de ataque às universidades, olha que coincidência, né? No som, ouvimos aquela surf music do Autoramas, do Gasolines e do saudoso Dick Dale. Porque se vem tsunami por aí é melhor pegar a prancha e já emendar aquele tubo radical. http://trepamuleke.com/podcast/trepa-muleke-56/

Os novidadistas pregando o fim do trabalho talvez não percebam que, quando falamos em trabalho, falamos sempre em trabalho alienado – ninguém se refere à hortinha que planto em casa, à mera atividade humana. E que o trabalho até aqui se expandiu, avançou (no quanto toma da vida, ie, da liberdade) ao lado da automação. Porque a chave é mesmo essa: “alienado”. As relações de trabalho são as relações de sujeição admitidas com o fim da escravidão. A automação não nos fará livres – nem desocupados – porque não somos os donos dela. Muito pelo contrário, é um processo verticalizante. Se não tivermos nada de útil para fazer, seguiremos trabalhando na construção da nossa própria sujeição – e na dos outros. Vide bulshit jobs do Graeber, etc.

https://twitter.com/stedile_mst/status/1126112178472411141

A @cryptorave começa amanhã, e isso você já sabe.
O que vc ainda não sabe é que esse ano propusemos a mesa (roda de conversa) “A Ideologia Californiana e o capitalismo de vigilância: 24 anos depois, a distopia é real?” no sábado, 4/5, às 16h10, no espaço Ian Murdock, 1º andar da Biblioteca (Hemeroteca). Apresentamos assim a atividade:

Hoje considerado um clássico da tecnopolítica, “A Ideologia Californiana” é o guia para esta mesa discutir o cenário atual do capitalismo de vigilância e das megacorporações que cada vez mais dominam a internet. Para isso, participam da mesa:
_ Aracele Torres, Doutora em História pela Universidade de São Paulo (USP), atuando na área de História da Ciência e da Tecnologia e desenvolvendo trabalhos sobre história da tecnologia digital, software livre, ciber-libertarianismo, ideologias e utopias relacionadas às tecnologias da informação;
_ Camila Montagner, jornalista e pesquisadora, doutoranda em Ciências Sociais na Unicamp;
_ Tiago Soares, doutorando em História Econômica pela USP, mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp;

A mediação é do editor do BaixaCultura, Leonardo Foletto. Tentaremos registrar a conversa em áudio, depois avisamos todxs. Aos que estiverem lá, cheguem mais!

De canais telegram a blogs

O primeiro recurso da plataforma está em fase de testes, mas já bastante funcional: um bot que lê canais de telegram e alimenta blogs (criados gratuitamente na plataforma, mas posteriormente hospedados onde quer que seja, por quem quer que seja, com a publicação do nosso plugin de wordpress).

Os dois primeiros canais inscritos são:

http://caramurivis.plataforma.cc
e
http://monolipe.plataforma.cc

Estamos abertos para mais interessados – basta entrar no grupo telegram – t.me/plataformacc – para receber as informações. O usuário tem acesso ao seu wordpress com todos os recursos disponíveis, e pode tanto editar os posts importados do telegram quanto criar conteúdo diretamente no blog.

Os próximos recursos serão na direção de transformar o wordpress, através de um plugin, em um tipo de rede social descentralizada, com timeline gerida de forma completamente autônoma. Nos próximos meses isso já deve entrar em fase experimental.